Até a metade do século XVI, o território atualmente ocupado pela Barra de São Miguel foi aldeamento dos índios Caetés, conhecidos pela prática da antropofagia. Segundo relatos de época, teriam devorado o bispo português Dom Pero Fernandes Sardinha que veio para catequizar a região. Ele teria trazido uma imagem de Nossa Senhora Santana, que foi encontrada anos depois. A área se transformou num movimentado núcleo de pescadores. Manoel Gonçalves Ferreira montou um estaleiro para a fabricação de embarcações (navios à vela, barcaças chatas, alvarengas e botes) que ficaram conhecidas em todo o país. De lá saiu o maior navio nordestino da época, o \”Sane-Duarte\”, e também o maior iate, \”Cláudio Dubeux\”.
Área de Ocupação
Por volta de 1930, com a instalação de estaleiros em outros municípios e o incentivo ao transporte rodoviário, a Barra entrou em declínio. Mestres carpinteiros e calafatas foram trabalhar nas indústrias da região metropolitana de Maceió. Somente em 1963, a Barra foi desmembrada de São Miguel dos Campos, conseguiu sua autonomia administrativa e foi elevada à condição de município.


